Durante a visita a um hospital psiquiátrico, um dos visitantes perguntou ao diretor:
- Qual é o critério pelo qual vocês decidem quem precisa ser hospitalizado aqui?
Respondeu o diretor:
- Nós enchemos uma banheira com água e oferecemos ao doente uma colher, um copo e um balde e pedimos que a esvazie.
De acordo com a forma que ele decida realizar a missão, nós decidimos se o hospitalizamos ou não.
- Entendi - disse o visitante. Uma pessoa normal usaria o balde, que é maior que o copo e a colher.
Não - respondeu o diretor - uma pessoa normal tiraria a tampa do ralo.
- O que o senhor prefere? Quarto particular ou enfermaria?
Dedicado a todos que escolheram o balde.
A vida tem muito mais opções.
Você sabe como um filhote de águia aprende a voar? A águia faz o ninho bem no alto de um pico rochoso. Abaixo, somente o abismo e em volta o ar para sustentar as asas dos filhotes. A águia-mãe empurra os filhotes para a beira do ninho. Nesse momento, seu coração se acelera com emoções conflitantes, pois ao mesmo tempo em que empurra sente a resistência dos filhotes em não querer ir em direção ao precipício. Para eles, a emoção de voar começa com o medo de cair. Faz parte da natureza da espécie.
Apesar da dor, a águia sabe que aquele é o momento. Sua missão deve se completar, mas ainda resta a tarefa final: o empurrão. A águia enche-se de coragem. Ela sabe que enquanto seus filhotes não descobrirem suas asas, não entenderão o propósito de sua vida. Enquanto não aprenderem a voar, não compreenderão o privilégio que é nascer águia. Assim, o empurrão é o maior presente que ela pode oferecer a eles. É seu supremo ato de amor. Então, empurrando um a um, elas os precipita para o abismo. E eles voam! Livres após descobrirem suas asas.
Amizades que valem a pena. A Bíblia traz exemplos de boas e más companhias.
“Tinha, porém, Amnom um amigo cujo nome era Jonadabe, filho de Siméia, irmão de Davi; Jonadabe era homem mui sagaz.” (2 Samuel 13:3) Amnom era filho do Rei Davi, e Jonadabe, seu primo. A relação de amizade entre os dois é um excelente exemplo de má conduta, falta de respeito e deslealdade para com o próximo e a si mesmo.
Quando Amnom falou dos desejos errados que sentia pela irmã Tamar - também filha de Davi -, Jonadabe teve uma grande oportunidade de corrigir o amigo, podendo inclusive, influenciá-lo a não praticar tal maldade. Porém, ao invés disso, preferiu planejar uma ação e ajudar Amnom a executar seu plano ardiloso. “Disse-lhe Jonadabe: Deita-te na tua cama e finge-te doente; quando teu pai vier visitar-te, dize-lhe: Peço-te que minha irmã Tamar venha e me dê de comer pão, pois, vendo-a eu preparar-me a comida, comerei de sua mão.” (2 Samuel 13:5) Pondo em prática o plano, Amnom causou uma grande tragédia familiar e as consequências negativas foram inevitáveis. Davi ficou profundamente ressentido, e Absalão, outro irmão de Amnom, o matou (Leia 2 Samuel 13:20-21; 28-31).
Desta feita, o homem, sendo um ser social, necessita das relações humanas para viver. A amizade está inserida em nossas vidas, bem como o amor, o ódio, o medo e tantos outros sentimentos bons e ruins. E a verdade, neste caso, é imprescindível. Cabe, no entanto, a cada um intervir sobre o que quer para a sua vida. Escolher pessoas que tenham algo de bom para passar e orientar quando mais se precisa é fundamental para que todos tenham uma vida saudável.
Amizades ruins podem trazer desgostos, traições, decepções e levar os supostos amigos a feridas irreparáveis; cicatrizes que saram, mas aparecem, ficando geralmente do tamanho do estrago que provocou.
Amizades verdadeiras olham nos olhos, mostram os erros do outro e solidarizam-se em ajudar a consertar. Amor é o que sente o amigo leal. Foi o que sentiram Davi e Jônatas. Belos exemplos de companheirismo e complacência. A dedicação entre os dois, tão forte e marcante, fez com que ficasse registrada na Bíblia ao longo dos séculos, até hoje.
Jônatas desafiava o próprio pai, o Rei Saul, em favor de Davi. A lealdade recíproca era percebida quando o filho do Rei avisava o amigo sempre que Saul saía em sua caçada. Entre eles havia um pacto, um afeto abençoado e aprovado por Deus. (Leia 1 Samuel 23:15-18)
Solidariedade, carinho, compaixão e consideração são algumas das características de uma amizade verdadeira. Sem ela, a vida se torna vazia, sem graça e sem valor. Quando sentimos afeição por alguém, esse sentimento pode tanto nos tornar heróis como vilões de situações, momentos e nas próprias trajetórias seguidas. O apóstolo Paulo foi cuidadoso em explicar isso aos coríntios: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.” (1 Coríntios 15:33)
Isso quer dizer que as más influências, até mesmo entre cristãos, devem ser evitadas. Deus, sabendo disso, sempre fez referências em Sua Palavra sobre as relações humanas. O homem, passível de erro e de influências, precisa ter alguém que, de fato, o repreenda quando necessário, visto que a verdade quando predomina deixa reinar o benefício mútuo: “Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo.” (Provérbios 27:17)
E nisto Deus é contundente. Sobre a amizade que o desagrada, é enfático ao dizer: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4:4)
Sendo assim, escolher com cuidado as pessoas com quem vai andar e compartilhar informações, segredos e confidências; valorizar os verdadeiros amigos; repreender quando necessário; e afastar-se das conversas que afetam a fé cristã formam as colunas de sustentação de uma amizade duradoura e abençoada por Deus.
Manter o relacionamento espiritual sobre qualquer relação humana, jamais ocultando ou disfarçando a fé que possui – para não ser ridicularizado ou rejeitado – , pode tornar o mais simples servo em amigo verdadeiro de Deus. Tudo vai depender da fidelidade, temor e fé. Foi desta forma que Abraão formou uma aliança com o Criador, e se transformou em Seu amigo fiel. (Leia Tiago 2:23)
(via Arca Universal)
Ter amigos é muito bom, por isso, há quem diga que não poderia passar os dias sem algum por perto. E o fato é que a verdadeira amizade é capaz mesmo de contagiar, animar e trazer benefícios até para a saúde. Segundo uma pesquisa realizada pela Harvard Medical School, nos Estados Unidos, quando um companheiro de todas as horas está contente, as chances de você rir a toa é de 60%.
Em 20 de julho é comemorado o Dia Internacional da Amizade, a idéia surgiu do professor, músico e dentista argentino Enrique Ernesto Febbraro, que considerou a chegada do homem à lua, no mesmo dia, em 1969, como uma possibilidade de fazer amigos em todo o universo.
Uma grande amizade, com apego, ternura e afeição, pode começar por pequenos atos, inesperadamente, no primeiro encontro, ou até mesmo pelo fato das pessoas perceberem a facilidade de comunicação, afinidades e modo de vida entre si. A partir daí as confissões já começam.
“Sem dúvidas, a amizade é capaz de provocar a diminuição da ansiedade, sentimento de acolhimento e a possibilidade de troca de opiniões. Ela é capaz de diminuir o estresse. O fato de ter um amigo, poder contar com ele em momentos bons ou ruins, traz a diminuição da ansiedade – que inibe a palpitação – sono mais tranquilo, estabilidade do apetite, ou seja, proporciona um estado saudável,” comenta Renata Sooma, psicoterapeuta e mestre em psicologia da saúde.
Passar mais tempo juntos, telefonar mais, ou ao menos, enviar e-mails são dicas para manter um bom relacionamento com um amigo. Esteja sempre por perto, na alegria e na tristeza, e priorize as amizades. Às vezes, alguns compromissos rotineiros fazem com que os companheiros fiquem mais de lado.
Cada relação é única, não tem receita. O que se sugere é que a relação entre amigos nunca passe por cima dos assuntos que lhe incomodam. Trate, fale e resolva. “Lembre-se que como em toda relação, a direção é de duas mãos. Não pense que um amigo está para te servir”.
(via Arca Universal)
Uma das lições mais importantes que aprendi na vida é a de manter a ‘cabeça’ acima do ‘coração’. Considero uma das mais importantes lições por duas razões: Primeiro, porque a mensagem exatamente oposta (siga seu coração) é ensinada de todas as maneiras. Segundo, porque essa lição é verdadeira e realmente funciona.
Hollywood, calebridades, títulos mais vendidos, cantores, gurus, amigos e tudo mPhoto:ais relacionado ao assunto lhe dirá: “siga seu coração”, “ouça seu coração”, “faça o que o seu coração mandar” - ou qualquer variação disso.
No entanto, a palavra de Deus diz: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17.9).
Quem, em sã consciência, seguiria alguém que se encaixa em tal descrição?
Fazer o que é certo e inteligente, independentemente de como você se sente é o que realmente funciona. Isso é manter a cabeça acima do coração. Frequentemente, ouço as pessoas dizerem que não estão sentido isso ou aquilo e permitem que esses sentimentos (ou a falta deles) afetem suas decisões.
Você se levanta para trabalhar toda segunda-feira apesar do que cada célula do seu corpo está sentindo. Você aprendeu a fazer isso. Significa que você pode fazer se quiser. Você apenas precisa extender esse conhecimento para outras áreas da sua vida, onde os sentimentos tem vencido facilmente sua inteligência.
Não sinta. Faça.
(via Succeed In Life Center)
Médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional, com toda vivência e experiência que o exercício da medicina nos traz, posso afirmar que cresci e me modifiquei com os dramas vivenciados pelos meus pacientes.
Dizem que a dor é quem ensina a gemer. Não conhecemos nossa verdadeira dimensão, até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além. Descobrimos uma força mágica que nos ergue, nos anima, e não raro, nos descobrimos confortando aqueles que vieram para nos confortar.
Um dia, um anjo passou por mim…
Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada, porém por 2 longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.
Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
Meu anjo respondeu:
- Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!
Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?
(Lembrei minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, costumavam
dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo, e então?
- Vou explicar o que acontece, continuou ela: Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?
- É isso mesmo querida, você é muito esperta!
- Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!
Fiquei boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.
- E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.
Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo: - E o que saudade significa para você, minha querida?
- Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
Artigo do Dr. Rogério Brandão
Médico oncologista clínico
RC Recife Boa Vista





